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Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

31.Jul.17

Socorro, começaram as férias

Andamos meses a fio desejosos por ter umas míseras duas semanas de férias e quando finalmente chegam, damos por nós a puxar os cabelos logo no primeiro dia. Tal como nós pais, também os nossos filhos estão ansiosos pelas férias, também eles estão cansados mas, ao contrário de nós que desaceleramos com o cansaço, eles aceleram e muito. Como é possível tanta energia em seres tão pequenos?! Com um pré-adolescente, em que nada está bem a não ser estar do contra, e uma de quatro anos com as necessidades típicas da idade, avizinham -se dias preenchidos. Mas mesmo nos momentos de maior desespero surgem momentos de lucidez. E neste caso tudo corre melhor quando conseguimos baixar o nosso nível de energia e nos esquecemos do bom que é ficar como lontras de papo para o ar. Pode ser um bocado ofensivo para alguns mas, à semelhança do que acontece com os animais quando têm um nível de energia muito alto, se os queremos acalmar o truque é baixar a nossa energia. E funciona. Com os animais e com as crianças também. Por aqui vou tentar manter nível slow down e auto convencer-me que para dias felizes o melhor é manter a calma (principalmente com a gestão do mau feitio típico da pre-adolescência) e jogar mais a bola e ler menos, o que a bem da verdade não me fará mal nenhum.

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24.Jul.17

Évora

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Passear em Évora tem sempre um gostinho especial ou não fosse a minha cidade. Estou fora há já 15 anos e quando posso gosto de ser turista na minha cidade. É uma sensação já não tão estranha com era no início. Passear pela praça do Geraldo, pelo templo romano e circular sem destino certo pelas ruas da cidade sabe sempre tão bem

O almoço foi no restaurante "o moinho ", típico, comida alentejana e sempre cheio pelo que recomendo fazer reserva

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24.Jul.17

II

Quando for grande quero ser balonista. Do meu balão quero ver os campos, as cidades, as serras e o mar. Quero sonhar e voar como os pássaros, sem destino. Saber que há todo um mundo para conhecer e explorar. Descobrir cheiros, cores e sabores. Quando for grande quero pintar o céu de mil cores, ouvir o cantar das estrelas e ver a dança da lua. Quando for grande quero continuar a sonhar como sonho agora que sou criança. Não quero perder a ingenuidade dos meus olhos e ver sempre a beleza dos dias. Quando for grande quero ser feliz.

21.Jul.17

I

Sentado em frente ao computador nem uma palavra lhe saia. As teclas estavam mudas assim como a sua cabeça. Olhou pela janela e viu lá fora, um casal com os seus oitenta anos. De mãos dadas, passeavam no jardim, falavam e riam enquanto se olhavam com carinho. Carinho não, era mesmo amor. Via-se. Ficou a observa-los enquanto bebia o café que entretanto tinha ido buscar à cozinha, na esperança de que lhe trouxesse as palavras que teimavam em não aparecer, e não pode deixar de sonhar como queria chegar assim a velho. Qual será o segredo? Ele, que aos trinta, já tinha vivido um divórcio.

21.Jul.17

O Papalagui

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O discurso do chefe de uma tribo sobre o modo de vida dos europeus. Onde vivemos e os habitos que temos. Tudo o que para nós é inquestionavel e que para outros, com modos de vida completamente diferentes, é questionado. Já o li há imensos anos mas continua a ser um livro de referencia para mim.

20.Jul.17

Escrever

Lembro-me de no liceu ter grande facilidade na escrita; não me darem limite de texto era meio caminho andado para escrever até demasiado (acho eu) numa simples resposta de um teste. Em Filosofia então, escria páginas e páginas, coitados dos professores.

A área de Engenharia na Universidade foi lapidando essas palavras, ao ponto de acabar com elas! Escreve-se muito pouco e quando se escreve é de forma muito concreta e objetiva. Aos poucos, fui começando a sentir alguma dificuldade em alongar textos. Para quê alongar um texto quando em duas ou tres frases o assunto está exposto e tudo fica arrumado?

Sinto agora, passados muitos anos de pouca escrita, embora escreva todos os dias mas em formatos muito próprios (artigos cientificos, teses, relatórios, informações. memorandos e oficios), falta de escrever. Sinto que preciso desenferrujar e voltar a utilizar adjetivos, palavras que nas áreas tecnicas não se utilizam (jamais). Preciso de escrever sem um tema especifico, escrever simplesmente o que passar pela cabeça.

A escrita permitir-me-á expressar, manifestar o que sinto e fazer-me pensar mais sobre os assuntos. Acho eu. Precisarei de tempo, mas aos poucos sei que vai melhorar. Só preciso de motivação para não deixar cair (mais) este espaço. Poderia ser um simples bloco de notas, mas optei pelo blog, afinal passo o meu dia em frente ao computador.

Lancei um desafio a mim própria. Escrever um pequeno texto todos os dias. 100 palavras em 100 dias. Acho que mentalmente já o faço, quando nas mais variadas situações dou por mim a inventar um pouco sobre o que vejo, a criar cenarios e estórias.

 

19.Jul.17

"Morreste-me"

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Este livro foi um dos que chegaram ontem, supostamente para ler durante as férias, mas a curiosidade foi tanta que já o li. Sim, li-o todo ainda ontem. São pouco mais de 50 páginas que se lêm muito bem.

A verdade é que já há muito que queria ler este livro mas acabava por ir passando e outros se sobrepunham. É uma carta de José Luis Peixoto ao pai, após a sua morte. Também eu passei pelo mesmo e também eu achei (e continuo a senti-lo) que muito ficou por dizer, muito ficou por esclarecer.

Acredito que a escrita pode mesmo ajudar-nos a "expurgar" os nossos demónios, os nossos medos e as nossas angustias. Uma espécie de catarse que nos permite atingir uma libertação emocional. Resgatar memórias e sentir novas emoções que, lá bem recalcadas resistem a ser recuperadas, novamente vividas e resolvidas. Negar sentimentos e dúvidas pode ser mais fácil do que aceitá-los, mas não há nada pior que assuntos mal resolvidos que nos enegrecem a alma e nos deixam na penumbra, não nos deixando apreciar o brilho do sol e a alegria dos dias. Também eu preciso de libertação. A dor e mágoa consomem-me a cada dia ainda que só por dentro. ainda que só eu o sinta. ou talvez não.

 

 

18.Jul.17

O meu dilema com amimais dentro de casa

Sempre fui habituada a ter cães mas nunca em casa. Estava completamente fora de questão o coitado do animal pôr uma pata que fosse dentro de casa. Mas embora me tenha sido ensinado que cães são cães e como tal vivem muito bem na rua desde que bem tratados, a verdade é que sempre me fez um bocado de confusão o facto de estar ao frio, à chuva ou ao calor (mesmo com casota claro está). Quando cá por casa se começou a falar em ter um cão, que iria ser bom para os miúdos, etc, nunca pensei deixar o bicho na rua. Mas o problema veio depois. Os pelos do cão e o facto de deixar o chão da cozinha todo pingado cada vez que bebe água deixa-me de nervos em pé. Tento não ligar muito e tal mas por vezes é mesmo impossível, não consigo! Resultado: mais trabalho, porque se quero ter uma casa minimamente decente e limpa não me resta outra alternativa que andar sempre de aspirador e esfregona. Mas só isto. Porque de resto o animal porta-se lindamente e é bastante pachorrento. Quem mandou arranjar mais trabalho? Agora é aguentar! 😞

17.Jul.17

Trabalho e vida pessoal: juntos ou separados?

A semana que passou foi particularmente complicada. Nem sempre os ventos sopram a nosso favor e o sol brilha no nosso olhar. O cansaço acumulado após um ano de trabalho, os problemas que surgem no trabalho e  também a nivel pessoal, conseguem muitas vezes derrubar toda a boa disposição e motivação que quero ter. Inevitavelmente quebra-me a minha disposição no trabalho e a minha capacidade de trabalho pois por mais que queira manter os assuntos separados, a verdade é que sou uma só e o que não está bem numa área afecta o todo.

É preciso saber dar a volta! Optei por fazer tarefas que aguardavam já algum tempo para ser feitas (ponto a favor) e que por uma razão ou por outra iam ficando adiadas. São tarefas que não requeriam grande inspiração da minha parte, um pouco repetitivas até, mas que precisavam ser feitas. A semana não ficou assim totalmente perdida.

O fim de semana ajudou a recuperar energia, a encaixar as peças no sitio certo e a permitir-nos mais uma oportunidade para ser feliz. É preciso saber ver o lado bom da vida, agradecer as oportunidades e aprender com as adversidades. Afinal dizem que é isto o crescimento e a maturidade...

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