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Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Seg | 28.05.18

Fui para fora cá dentro

Beatriz LA

Fim de semana fora para mudar de ares e recarregar baterias. Uma escapadinha até à zona centro do País, para conhecer Alcobaça e arrabaldes.

O mosteiro de Alcobaça é sem duvida majestoso. Foi mandado construir pelos monges da ordem de Cister, no inicio do Sec. XII e é de arquitetura gótica. É muito justamente uma das sete maravilhas de Portugal  e também patrimonio da Humanidade pela Unesco.

É possivel ver aqui os tumulos de D. Ines e D. Pedro, assim como de outros reis e rainhas de Portugal. 

Aos Domingos, até às 14H os residentes em Portugal não pagam entrada. Nos restantes dias, o mesmo bilhete dá acesso ao Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha e Convento de Cristo de Tomar. 

Para entrar na igreja não se paga e só aqui já vale bem a pena. É também aqui que estão os sarcófagos. 

 

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 A intenção do post não é detalhar o Mosteiro nem a sua historia porque basta fazer uma breve pesquisa e informação não falta. É apenas deixar uma sugestão para uma possivel escapadinha. Ir para fora cá dentro continua a ser uma boa opção e com muitas escolhas interessantes.

Ficam apenas estas imagens pois são as unicas fotografias sem pessoas 

 

Sex | 25.05.18

o que é isto de ser mãe?

Beatriz LA

Não pertenço áquele grupo de mulheres que já em criança achava que teria que ser mãe. Não. Mas também nunca descartei essa possibilidade, se bem que com medo. medo de não estar à altura de um cargo tão importante. É efetivamente o cargo mais importante da minha vida e se bem que tento estar à altura das responsabilidades e corresponder às expectativas, bem sei que nem sempre correspondo. E se as crianças têm que aprender a lidar com a frustração, a frustração de uma mãe que sabe que não satisfez a vontade do filho ou que em determinado momento não esteve presente com a densidade que deveria estar e que não correspondeu às suas expectativas, é muito maior. É um sentimento de falha com a pessoa mais importante da nossa vida. 

As mães educam os filhos e ensinam-nos a crescer mas a verdade é que o contrário também é reciproco. Se o filho pode ser o resultado da educação que tem, a mãe também será o resultado daquilo que conseguir desenvolver com o filho.

Ser mãe aprende-se ao longo da vida. É uma aprendizagem crescente entre mãe e filho/a, e cada um é diferente . Todas as maes amam os seus filhos, isso não discuto, mas talvez por ser um amor conquistado e que cresce em conjunto, como cada filho é unico, o amor com cada um deles também o vai ser, disso não tenho duvidas. Mas atenção, digo que é diferente, não estou a dizer que é maior ou menor.  

Só conseguimos saber o que é o verdadeiro amor de uma mãe quando o somos. Por mais que tentemos imaginar como será grande e incondicional,  só mesmo sendo mãe é que o descobrimos. Começa logo no momento em que sabemos que estamos grávidas, depois cresce durante a gestação e continua a crescer, sempre. É por isso que é unico. Quando imagiamos que já não conseguiremos que seja maior, que atingiu o auge, basta um olhar ou um sorriso para percebermos que hoje é maior que ontem. Chega a tornar-se sufocante até.

Recordo que nas primeiras horas após o nascimento dos meus filhos, eles nunca estiveram no berço. Estiveram sempre a meu lado, durante o dia e a primeira noite. Não suportava a ideia de ter parte de mim longe, ainda que só à distancia de um braço. Era o meu ser que estava ali. Que dependia de mim. Que esperava que eu decifrasse todos os seus sons e necessidades. Um pavor terrivel para uma mãe de primeira viagem, nem tanto nas seguintes.

Talvez por tudo isto, depois de sermos mães passamos a compreender melhor as nossas próprias mães. A desculpa-las por todas as vezes que nos contrariaram, por todas as zangas.

Depois de ser mãe, nenhuma mulher volta a ser a mesma. Seja mãe biológica ou de coração. Porque o amor, está sempre lá, no coração.

 

 

Qui | 24.05.18

Viagem ao centro da Terra

Beatriz LA

Ok, não vamos tão longe mas ainda assim vale bem a pena. Localizadas na zona Centro do País, próximo de Alcanena e Leiria, as Grutas de Mira d'aire são um deleite para miudos e graúdos.

As rochas calcárias das Serras de Aires e Candeeiros, comidas ao longo dos tempos pela água que teima em infiltrar-se e não correr à superficie, faz com que não existam rios nesta zona mas que em compensação, se descubram inumeras maravilhas lá em baixo.

Ao penetrar nas pequenas fissuras de rocha, a água alarga-as por dissolução e transforma-as em grandes corredores ou em poços naturais que, na região têm o nome de algares. 
Foi num destes algares, existentes no sítio de Moinhos Velhos, pequeno por sinal, e aparentemente igual a tantos outros, que em 1947 alguns habitantes de Mira de Aire entraram.

A visita permite descer até aos 110 m de profundidade (mas animem-se porque subimos de elevador) e deixou-me uma vez mais deslumbrada com as maravilhas que a natureza constrói.

O almoço foi no restaurante das grutas que para além de nos deixar muito bem alimentados, ainda nos deu em desconto para a entrada nas Grutas.

 

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Qui | 24.05.18

Primavera onde andas???

Beatriz LA

Já não aguento tanta chuva e trovoadas!

Preciso de SOL e bom tempo! já!!!!!!!!!!!!

Sei que tivemos bom tempo quase até ao Natal. Sei que tivemos em seca extrema e que a chuva faz falta. Mas isto está já a perturbar-me. ando a arrastar-me, sem vontade para fazer nada e tudo culpa do mau tempo. Definitivamnete não dava para viver em países nórdicos ou então andava a emborcar anti-depressivos o ano inteiro.

Querida Primavera, podes voltar! Já temos saudades tuas!!!

Qua | 16.05.18

Alentejo Andaluz

Beatriz LA

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A paisagem alentejana, embora ainda feita de pastagens, cereais e montado, está a mudar. E muda a olhos vistos, a uma velocidade hilariante.

Percorremos kms e kms de estrada e só vimos olival, à semelhança do que acontece na Andaluzia. Mas não é um olival qualquer. É olival intensivo (ou semi-intensivo em alguns casos), plantado e explorados pelos "nuestros hermanos" que resolveram conquistar o território português não com batalhas como outrora mas com compra de herdades. Terras produtivas e com água - neste aspecto a área infraestruturada pela EDIA e com possibilidade de regar com água de Alqueva, ajuda bastante. Valor não se discute muito. 

Quem fica bem? o proprietário que vende, pois se orientar bem o dinheiro ainda deixará bem as gerações seguintes.

A compra de sistemas de rega e outros bens necessários, como viaturas, vêm de Espanha e a mão de obra é romena, moldava e de outros países piores que o nosso, mas que segundo se diz no jornal local, é escravizada sem que o SEF consiga pôr mão no assunto.É muito triste ver que a escravatura afinal ainda existe, que está no nosso país bem instalada e que ninguém faz nada.

E o que fica no Alentejo? Muito pouco ou nada. Diria mesmo que não vai ficar nada! A produtividade dos solos ficará esgotada não tardará muito, tornando-os infertéis. A água, já escassa na região, é usada para regar as extensas áreas deste olival de regadio, recorrendo não só a Alqueva quando há infraestruturas na zona, mas também com recurso à exploração de águas subterrâneas.

A desertificação do Alentejo, de que tanto se fala, e já iniciado com a campanha dos cereais na época de Salazar, não se traduzirá na invasão dos camelos vindos do Sahara, mas sim neste empobrecimento de solos e uso de água desmedido, que não permitirá que os que por aqui vivem se mantenham. O tempo o dirá, mas tudo indica que o futuro do baixo alentejo não será risonho. 

 

Ter | 15.05.18

Monsaraz, uma vila medieval no coração do Alentejo

Beatriz LA

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Localizada próximo de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, Monsaraz é uma vila Medieval que é obrigatório conhecer. Mais do que conhecer, ir lá uma, outra e outra vez. pelo menos eu não me canso de lá ir e desfrutar da vista.

Envolta numa magnifica muralha, Monsaraz visita-se a pé (o carro fica em estacionamentos fora das muralhas) e com calçado confortável. A calçada já muito gasta e arredondada, bolida pelo tempo e por todos os passos que por ela andaram, não gosta de saltos altos. E prepare-se para ruas ingremes, pois embora esteja no Alentejo, esta vila situa-se no topo de uma colina.

mas se há lugares que transmitem paz, este é um deles, apesar da quantidade de gente que por lá há. Passear pelas ruas desta vila medieval, pelo casario caiado de branco é de uma beleza unica, onde ainda ecoam os nossos passos e onde a magia dos tempos dos templários se mantém. E do castelo pode ver-se o lago de Alqueva e Espanha, tal é a dimensão da planicie que a envolve e agora também, a praia fluvial.

E se gosta de um bom repasto, não se iniba. Está no Alentejo e comerá certamente muito bem. Nós fomos ao restaurante Xarez e estava tudo divinal (tão bom que só me lembrei de registar quando já estava na sobremesa). E para além da boa comida, desfrutará de um vista inesquecivel. 

Aqui ficam umas fotografias para aguçar o apetite :)

 

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Seg | 14.05.18

Igualdade de género: realidade ou utopia

Beatriz LA

Muito se fala sobre conciliação entre a vida familiar e profissional. Há inclusive orientações do Governo para que as organizações implementem planos para a igualdade e incluam medidas que promovam a conciliação entre a vida familiar e profissional e o empoderamento das mulheres, atribuindo-lhes “cotas” para cargos de direção de topo. É inclusivamente um objetivo do desenvolvimento sustentável da ONU (ODS5).

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Mas na verdade, no quotidiano, o tema não é assim tão pacífico. As administrações continuam a querer ter homens entre os pares e só há mulheres porque a isso são obrigados; em casa, é preciso ter Homens (com H maiúsculo mesmo) para aceitarem mulheres com cargos mais elevados e, eventualmente também, maiores salários. Mas não acaba aqui.

Está provado que as mulheres trabalham mais horas do que os homens pois, para além de todas as horas de trabalho remuneradas, têm ainda que assegurar as compras, ajudar os filhos nos trabalhos de casa e estudo e todas as outras atividades domésticas que teimam em não desaparecer como por magia. Dividir tarefas é ainda em muitos casos, tabu. O marido ajuda! Mas dividir tarefas? Nem pensar!

Ora, para que o objetivo inicial seja atingido e haja efetivamente igualdade de direitos entre homens e mulheres é preciso que haja uma mudança cultural. E sendo verdade que já se vê alguma mudança, cabe-nos a nós mães assegurar que educamos os nossos filhos da forma mais correta para que se habituem a realizar as várias tarefas tradicionalmente atribuídas às mulheres.

Mas na verdade, a verdadeira igualdade só será conseguida quando os Homens não se incomodarem em assegurar todas as rotinas, estejam habituados a partilhar tarefas e responsabilidades, quando garantirem todo o suporte que durante décadas as mulheres deram para que os homens pudessem singrar e ocupar lugares de topo.

Seg | 14.05.18

Nem todas as alturas são boas para lêr todos os livros

Beatriz LA

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Por vezes acontece-me pegar num livro e sentir que estou a fazer um tremendo frete ao lê-lo. Não estou a reter nada, só a passar os olhos por palavras. Não gosto de ler assim e deixo de lado, sem esforço.

Aconteceu-me isso com O fio das missangas de Mia Couto, quando há uns anos o tentei ler. Ficou arrumado até agora e digo que estou a adorar e achar piada aos contos do Mia Couto. Haja criatividade, senhores! Será que aquela não era a altura certa? Por muito que gostemos de ler, as necessidades de leitura vão variando consoante o nosso estado de espirito, as nossas vivencias e a nossa maturidade até. Definitivamente esta é a altura certa para este livro.

São vários contos mas em todos há um fio condutor sem que tenham sequência entre si. A linguagem nem sempre é simples, é de "filigrana" como a descrevem na sinopse, trabalhada e encantadora, mas que nos agarra e nos faz querer ler mais.

 

 

Sab | 12.05.18

Jardim (de inverno)

Beatriz LA

o ano passado ficámos em primeiro lugar, este ano também mas a contar do fim da tabela. 

Nao vou dizer mal só porque ficamos em último, eu não conhecia as músicas do festival nem a nossa, mas de facto o nosso Jardim é muito apagado. 

A musica do salvador Sobral sentia-se esta não me disse nada, ao contrário das musicas do Chipre e Áustria, as minhas favoritas. Ficavam no ouvido mesmo para quem não percebesse a letra. 

Ganhou Israel. Muitos parabéns a todos e Portugal não desanimes porque para o ano há mais. 

Sab | 12.05.18

A grande noite está quase aí

Beatriz LA

confesso que não sou nada festivaleira e os festivais não são o que mais aprecio. Mas recordo quando na minha infância ficáva a ver o festival da canção e da eurovisao como se o futuro do mundo se decidisse nessa noite. 

No ano passado só já apanhei as votações e se valeu a pena!!! Dou a mão à palmatória, como dei logo nessa noite: gostei logo da música dos irmãos Sobral mas não achei que fosse “a” música. Afinal enganei-me e ainda bem. Foi uma alegria para o país, para os portugueses que já andavam conformados com as baixas pontuações que habitualmente se conseguiam, e trouxe novo ânimo numa fase complicada para todos nós. 

Hoje à noite vamos poder ver a grande noite e ganhemos ou não, uma coisa já está ganha: mostrar que os portugueses são excelentes profissionais e estão à altura para organizar eventos com a envergadura que este festival exige. 

Preparem-se os sofás porque esta noite todos vamos assistir ao festival da eurovisao e torcer para o sucesso de todos os grandes profissionais que tornaram esta noite possível. Ah claro e torcer uma vez mais pela canção portuguesa e por Portugal 🇵🇹 

 

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