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Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Seg | 17.09.18

Volendam e Marken

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Volendam é uma vila piscatória também com o seu encanto. Aqui assistimos ao fabrico do queijo Edam e das tão conhecidas (e deliciosas) bolachas de caramelo (que se devem colocar por cima da chávena de chá ou café para ficarem mais moles e o caramelo derreter). Comemos wafles e daqui apanhamos o barco para a ilha de Marken onde fomos ver como se fazem as famosas socas de madeira holandesas.

 

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Socas para todos os gostos. Agora já não são inteiramente feitas à mão. pelo que nos explicaram, são tão usadas pelos agricultores por manterem os pés quentes e secos, para além de serem resistentes a pisadelas de vacas.

No regresso a Amesterdão, fomos ouvindo muitas explicações sobre os canais e a gestão de recursos hidricos na Holanda (todos pagam um imposto para a gestão de recursos hidricos, fundamental num país que está muito abaixo do nivel do mar).

Foi um dia muito bem passado, que nos permitiu vêr mais da Holanda do que só Amesterdão, pese embora também tenhamos andado por zonas turisticas.

 

Sex | 14.09.18

Amesterdão e Zaanse Schans

Quem segue o Instagram já percebeu que houve uma escapadinha a Amesterdão. Entre museus, excursões e passeios pelas ruas passaram-se 4 dias bem bons.

Como sempre programámos a viagem ainda cá. Fomos com os bilhetes todos comprados, tanto para os museus como para o passeio a Zaanse Schans, Volendam e Marken, o que nos permitiu organizar melhor o tempo e aproveitar o máximo sem correrias, afinal estavamos de férias.

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A Holanda está abaixo do nivel do mar. O aeroporto de Amesterdão está a -4 m! e alguns lugares da Holanda chega a estar a -7m. Por esta razão têm o sistema de drenagem bem desenvolvidos (os holandeses são os verdadeiros especialistas em drenagem de solos) e os canais  estão com difeenças de cota de 0.5m entre si, até atingirem o nivel do mar.

 

os holandeses circulam muito de bicicleta. As ruas principais em Amesterdão têm 3 faixas em cada sentido: a mais central para os elétricos, a intermédia para carros e a terceira, junto ao passeio e pintada a vermelho, para as bicicletas. Só depois está o passeio para os peões. E atenção às bicicletas, pois elas têm prioridade na faixa vermelha, por isso não circulem nela a pé nem se ponham à frente à espera que a biciclete páre, porque não vai parar...

 

1º dia

O primeiro dia é sempre para chegar com calma e fazer o que chamamos o "levantamento do território". isto é, localizarmo-nos, ver o que temos na zona, circular um pouco. Ao 2º dia começa realmente a aventura e a descoberta. Alugámos um apartamento T1, muito agradável e junto ao elétrico e museus, que nos permitia andar a pé se o quisessemos ou nos dias que iamos para mais longe, ir de transportes publicos. 

 

2º dia

Optámos por fazer logo o passeio Zaanse Schans, Volendam e Marken e os bilhetes já estavam comprados. Há muitas excursões para os moinhos, umas que ocupam mais tempo, outras menos. Nós optamos por esta, quase dia inteiro mas valeu muito a pena (incluia também o passeio nos canais em amesterdão para quando quisessemos). Deu para ver mais da Holanda do que só Amesterdão e foi muito agradável. O sol andou muito envergonhado, mas não houve chuva.

 

Começámos por visitar Zaanse Schans e os moinhos de vento. Pois, se há moinhos de vento é bom que haja vento e isso realmente aqui não falta! Não falta vento, nem moinhos!

 

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Apesar do vento, Zaanse Schans é muito giro. Está replecta de moinhos de vento, como já disse, todos recuperados e que servem para manter a tradição. Fomos ver como se faz óleo de amendoim e segundo o moleiro, uma fábrica produz em 10 minutos o que ele produz num ano, mas as fábricas contribuem para o pagamento do ordenado do moleiro e para a manutenção dos moinhos para que a tradição se mantenha viva e os moinhos não parem. Por aqui se vê que a responsabilidade social funciona.

 

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No próximo post falo-vos de Volendam e a ilha de Marken, dos queijos Edam, das bolachas de caramelo e das tão famosas socas holandesas.

Bom fim-de-semana.

 

Qua | 12.09.18

Saber ouvir os sinais do nosso corpo

Na correria do dia-a-dia queremos sempre chegar mais longe e fazer mais e mais porque achamos que temos que ser autenticos polvos e chegar a todo o lado. O resultado a certa altura é que, só não conseguimos efetivamente chegar a todo o lado, como a eficácia com que fazemos  e do que conseguimos vai diminuindo e isso reflecte-se em nós e nos outros.

Antes das férias de verão, estava literalmente á beira da exaustão. Felizmente conseguimos uns dias (3 para ser mais precisa) e conseguimos refugiar-nos num verdadeiro oásis. Falei sobre isso neste post. A verdade é que foram 3 dias em que só dormi, comi e li junto à piscina. E as baterias carregaram mesmo!

O resultados destes dias foi ainda mais claro quando fomos de férias com os miudos. Costumamos ir no ponto extremo de cansaço e a desesperar por descanso, coisa que na verdade não conseguimos ter em 2 semanas de férias com criançada por perto. Querem atenção, querem brincar e nós só queremos esperguiçadeira. O resultado são birras, zangas, mau humor tudo o que nao se quer em férias (nem em situação alguma). 

Pois este ano tudo aconteceu muito mais tranquilamente. É verdade que os pequenos já são mais crescidos, mas também não é menos verdade que aquela bendita escapadinha foi o melhor que fizemos.

Saber ouvir os sinais do nosso corpo é fundamental para termos algum equilibrio. nem sempre é possivel, é certo. Nós também só conseguimos estes dias em muitos anos, mas por vezes mais vale parar um pouco do que querer ser de elástico e chegar a todo o lado, porque a bem da verdade não estamos a chegar com a qualidade que queremos (é só para um check). mas por vezes conseguem-se alternativas, nós é que andamos cegos e nem procuramos solução.

Hoje comecei o dia com uma massagem (muitas contraturas nas costas). Se é a mesma coisa que dias de completo relax, não é. Mas é o que há. E foi bom. E é para repetir quando houver essa necessidade.

A felicidade constrói-se e esta é apenas uma pedra mas que sustenta tudo o resto.

 

Ter | 11.09.18

Eu, tu e os outros

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Este foi um dos livros lidos este Verão. De leitura fácil, mas que nos faz pensar, foi lido num ápice. Aborda vários temas do nosso quotidiano e lança questões que nos deixam a pensa como lidamos com eles. Está estruturado em tres partes: primeiro a relação com nós próprios, depois com os nossos e por fim com os outros.

Temas como não ter medo de mudar, assumir sermos nós mesmos e construir a felicidade são alguns dos abordados. e são o ponto de partida para tudo o resto. Afinal, se não estivermos bem e nos aceitarmos a nós próprios a relação com os outros (sejam "outros-nossos" ou "outros-outros") será sempre muito mais dificil.

 

"Quem não tem vontade de nada ou está convencido que não vale a pena investir, 

arriscar e esperar, está a negar a sua própria existência"

 

Quando o tema são os nossos, a tolerância e o repeito são regras a não quebrar. Mas podemos dizer, ah ok claro que sim, isso não é novidade. Mas fazemo-lo mesmo? Por vezes, muitas vezes, a teoria e a prática não coincidem e embora saibamos o que é certo, é mais facil fazermos o que é mais confortável para nós. Sair da zona de conforto dá trabalho.

 

"A vida é demasiado breve, demasiado preciosa e demasiado dificil

para nos resignarmos a vive-la não importa como. E, também, demasiado

interessante para não nos darmos ao trabalho de refletir sobre ela e a debater"

 

Enfim, mais um conjunto de ideias para nos fazer pensar, como sempre foi e é, hábito da Laurinda Alve. Mas sem moralismos, já que vai buscar referencias bibliográficas e é a partir daqui que tudo se desenvolve.