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Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Amazing days

"A vida é fascinante, só é preciso olha-la através das lentes corretas" (Alexandre Dumas)

Seg | 29.10.18

Planos para o feriado? Sevilha aqui tão perto

Se ainda não tem planos para o fim de semana prolongado desta semana, fica aqui uma sugestão: conhecer Sevilha.

Sevilha é uma daquelas cidades da Andaluzia onde não me canso de ir. Estou a cerca de duas horas e meia de viagem, é uma distância que ainda nos permite ir sem ficarmos enfadados antes de partir. 

Gosto de passear pelas ruas, descobrir recantos, praças, detalhes que nos recordam a ocupação islâmica e que convivem em harmonia com outras arquiteturas. Há musica, alegria, muito turismo também. Mas desancoselho vivamente a irem a Sevilha no Verão, as temperaturas são mesmo muito altas (bem mais de 40ºC por vezes) e a amplitude termica baixa, ou seja, mesmo à noite está muito calor.

Gosto de ver como ao final da tarde todos saem de  casa para a esplanada ou praça mais próxima, para conviverem e passarem um bom bocado. Realmente, só mesmo a partir de uma certa hora se "pode" sair.

A praça de Espanha é daqueles lugares obrigatórios, sempre que vou a Sevilha. Ao longo de todo o edifício podemos ver azulejos que representam todas as províncias de Espanha e as quatro pontes representam os quatro reinos que deram origem ao país (Leão, Castela, Aragão e Navarra). Está sempre cheia de turistas, em especial no verão, mas ainda assim é para ir e demorar.

A catedral, a Giralda, Torre del Oro e o Real Alcazar são pontos obrigatórios. Aconselho a comprarem antecipadamente os bilhetes em especial para o real Alcazar ou podem não conseguir entrar. O bairro judeu (bairro de Santa Cruz) é também passagem obrigatória.

O Jardim da Maria Luisa também é muito agradável e se poderem dar um passeio de charrete aproveitem. É um pouco caro mas faz-se uma vez e passeamos por ruelas e caminhos que talvez não descobrissemos de outra forma.

Ah e claro: as tapas. mais do que grandes pratos, gostamos de tapas e saborear várias coisas. 

 

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Seg | 22.10.18

Estar onde não somos I

Teresa sentou-se na varanda do seu apartamento e enquanto contemplava o bulício daqueles que ainda estavam na sua vida diária, observava o parque.

A vista do apartamento para onde tinha ido viver desde que se mudara para Londres era soberba. O copo de vinho fazia-lhe companhia naqueles finais de tarde. Ajudava a descomprimir e a libertar os pensamentos ou, no mínimo, a esquecer os problemas do trabalho.

Enquanto observava as pessoas no parque a fazer jogging, Luisa aproximou-se silenciosamente

- Não sei porque não corres também. O desporto ia fazer-te bem.

- Sabes bem que não gosto de correr nem de fazer exercício. A preguiça está no meu ADN. Respondeu Teresa com secura e alguma aspereza na voz.

-Ok, como queiras.

- Fiquei aqui a aproveitar os últimos raios de sol. Desde que vim para Londres todos os raios de sol têm que ser bem aproveitados, já que são escassos. Sinto falta do Sol. Mas não só disso. Também dos que lá deixei, da comida, dos cheiros.

Luisa observava-a e ouvia-a com toda a atenção. Teresa parecia forte e intransponível. Quando lhe propuseram aceitar este trabalho, não hesitou nada, mas agora via-a cheia de dúvidas e incertezas. 

Estar só num lugar distante faz-nos pensar, conhecermo-nos melhor e reconhecer os nossos medos, as nossas fraquezas. É preciso ter coragem para começar do zero e se há momentos em que penso que não tenho qualquer incerteza outros há em que me sinto isolada e perdida neste mundo. É preciso saber viver em solidão e eu vou descobrir esse mundo.

Sab | 20.10.18

Palavras certas

“Parece que as pessoas se esquecem que para viver bem basta agradecer e, repito, viver. Todos os dias as banalidades. Aproveitar o que tomamos por garantido. Pois é aí que mora a verdade. Para viver, basta-nos isso apenas: viver. Respirar com gratidão. Acordar com amor pelos dias. Abraçar quem nos entusiasma. E seguir por aí a admirar as pequenas bênçãos. Todos os dias”

sigo o meu coração 

Qui | 18.10.18

No dia em que partiste eu renasci

Vivemos distantes, mais distantes do que se imagina possível viver quando se habita na mesma casa. Mas era exatamente isso que fazíamos. Partilhávamos o mesmo teto. Apenas e só isso.

Passei muitos anos sem entender a verdadeira razão. Sei que te desafiava mas era uma adolescente que apenas procurava a sua identidade, revoltada e insatisfeita com o que tinha e não tinha, porque na adolescência não se precisa de motivo. A adolescência passou mas o sentimento amargo ficou porque fomos ambos demasiado orgulhosos para o dissolvermos nas nossas vidas.

Hoje sou mãe e sei como é difícil esta coisa da parentalidade. Não há cursos nem livros de instruções que nos valham e os filhos são todos diferentes. É preciso dar-lhes espaço, deixa-los voar e estar lá para amparar a queda. Exigir, motivar, mas também reconhecer o esforço e mostrar satisfação e orgulho quando assim for, sem vergonha. Tal não nos fará perder autoridade.

Tu atiraste-me é certo, mas nunca estavas para amparar a queda. Direi até que os papéis a certo ponto se inverteram e fui eu quem teve que amparar as tuas.

"Desenrasca-te!" Ouvia com muita frequência. E quando ganhei autonomia, porque a isso me obrigaste, reagiste com desagrado, porque achavas que perdias o controlo. Não querias autonomia mas também não querias que te chateasse; não querias fardos.

Hoje escrevo aquilo que nunca te consegui dizer e que no dia em que partiste chorei. Sem saber bem se chorava porque partias se por nunca te ter tido aquilo que sentia.

Sei agora que há dores que não adianta arrastar. Chega o dia em que é preciso esquecer o passado para agarrar o futuro e esse dia chegou.

Prefiro acreditar que foste o melhor pai que soubeste ser, independentemente de tudo o que me faltou e te faltou também, quero crer.

Quero acreditar que hoje sou o fruto do que semeaste. A minha resiliência e perseverança só existem porque cedo percebi como estava por conta própria.

A vida mostra-nos o caminho e temos que ter a habilidade de o ver e de nos mantermos na linha do que definimos para nós ainda que com curvas e contracurvas e esforço para encontrar novamente o trilho certo sempre que nos desviamos. Foi o que sempre me esforcei para fazer, ainda que muitas vezes o possa ter feito de modo egoísta, mas sentia que tinha que ser eu a olhar por mim pois ninguém mais o faria.

Chegou a hora de perdoar e seguir em frente, de perder a carapaça dura que fiz crescer à minha volta e que é muitas vezes intransponível.

Chegou a hora de ser feliz e viver sem angústias e vou acreditar que foste o melhor pai que soubeste ser, porque é assim que te quero recordar.

Seg | 15.10.18

O que se tem lido por cá

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 Durante este verão as leituras ainda foram algumas, mas sem que tivesse aqui deixado a minha opinião sobre estes livros. Mas vamos sempre a tempo, por isso aqui fica:

 

Elena Ferrante, História da menina perdida

Foi o primeiro livro que li desta autora é adorei mesmo. Estou ansiosa por comprar mais (mas a pilha de livros a aguardar leitura já vai alta e temos que esperar um pouco). 

Gostei especialmente da simplicidade da escrita, como se se tratasse de uma história falada. A história em si também me cativou bastante e só sosseguei quando cheguei ao final. Foi mesmo um daqueles livros que marcam pelos assuntos retratados e pela forma como está escrito.

 

José Eduardo Agualusa , Teoria Geral do Esquecimento

Outro livro muito bom, ou não fosse do José Eduardo Agualusa :) . Também foi de leitura  sôfrega embora a escrita já não seja assim tão simples.

 

Ernest Hemingway, O Velho e o Mar

Mais um top, top, top. Já falei dele aqui 

 

Ernest Hemingway, As torrentes da Primavera

Pois tenho que confessar que este não me seduziu or aí além. O autor é de referencia, mas não foi um livro que recomende. Talvez lhe dê uma segunda oportunidade e o volte a ler noutra ocasião.

 

Tom Nichols, a Morte da Competência

Este livro fala de como o excesso de informação nos torna, segundo o autor, cada vez mais incompetentes e dependentes de tecnologias. Para tudo é preciso ir à net e os motores de busca são uma fonte inesgotável de conteúdos e informação e isso vêm-nos deixando cada vez mais perguiçosos. No fundo é um livro para nos abrir um pouco os olhos para a nossa vida e como nos deixamos absorver no nosso dia a dia pelo facilitismo e nos deixamos abraçar pela preguiça e nos afastamos, consciente ou inconscientemente, por tudo o que nos exige mais esforço e energia. 

 

Dom | 07.10.18

O tatuador de Auschwitz

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 Terminei ontem. Uma leitura absorvente do início ao fim. Este livro é baseado numa estória verídica, de amor, de dois prisioneiros que se conhecem num campo de concentração e se apaixonam. Mas é muito mais do que isso. É um livro sobre história e a vida nos campos de concentração e um livro sobre a resiliência humana. Aquilo que conseguimos aguentar e ultrapassar em nome de um objetivo que aqui era inicialmente conseguir sair vivo e depois para além disso, proteger o amor da sua vida e ficarem juntos. A coragem e a superação quando achamos que o destino está traçado e não vale a pena lutar. Um livro a não perder, mesmo!

Qua | 03.10.18

Amesterdão

e falta dizer aqui o que fizemos em Amesterdão. Para além das visitas habituais aos museus Van Gogh e Reijkmuseum fomos também ao Nemu e valeu bem a pena e o preço dos bilhetes. 

 

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E claro muitos passeios a pé pelos canais. Vêr como vivem e o ar feliz dos holandeses, os lugares que frequentam, como aproveitam os raios de sol e o exterior quando o tempo permite, bicicletas muitas bicicletas por todo o lado. 

No Instagram fui colocado mais fotografias. Podem passar por lá para ir dar uma espreitadela se ainda não o fizeram.

E se valeu a pena esta viagem? Claro que valeu. Gostei de Amesterdão e dos lugares onde fomos, achei as pessoas muito simpáticas e sempre disponíveis para ajudar, com a vantagem de todos falarem inglês, desde a senhora do metro, a um qualquer passageiro ou o empregado do café.